A UNIÃO
A antiga câmara dos Pares, no Palácio de São Bento
PORQUÊ DEFENDER A NOBREZA?
A palavra Nobreza costuma evocar valores elevados, como a fidelidade a Portugal, a lealdade no cumprimento do dever e o serviço da grei, mas também é criticada por alguns que pretendem conotá-la com ideias como elitismo, privilégios ou pretensões. Fazendo uma retrospectiva histórica, é fácil constatar que entre a nobreza existiram sempre bons e maus, contudo, é inegável que, mais de um século depois da perda do seu estatuto legal, dos seus privilégios e de o seu modus vivendi ter sido posto em causa, a nobreza continua a ser o grupo social mais invejado, mais admirado, e sobretudo, mais imitado do nosso país.
Há quem ignore que a criação de nobreza é um rigoroso exclusivo do Estado: nenhum organismo particular no mundo pode criar, revogar ou, sequer, confirmar nobreza. No entanto, desde 1910, foram vários os grupos que tentaram apropriar-se do direito de criar nobres, quer invocando delegação de poderes pelos pretendentes, quer pretextando a sua vocação para a matéria, quer, finalmente, alegando a necessidade de a nobreza ser regulada.
Infelizmente, o resultado está à vista. Ao longo de cento e dezasseis anos, os vários organismos para-nobiliárquicos portugueses produziram mais “nobres” do que todas as monarquias da Europa no seu conjunto.
Denunciamos vigorosamente este comportamento: não aceitamos, nem nunca aceitaremos que quem quer que seja possa conceder mercês nobiliárquicas à margem da Lei. Cinco de outubro de 1910 é uma fronteira intransponível: as famílias nobilitadas antes dessa data pertencem à nobreza autêntica. Quanto às “mercês” atribuídas depois desse ano, não passam de mercês de pacotilha, cuja natureza é meramente virtual.
Foi precisamente para reagir a este grave atentado à identidade da nobreza verdadeira que, no ano de 2018, nasceu a UDEN. Sabemos que o combate não será fácil, mas a verdade é que Portugal, cuja história só foi possível graças à tenacidade de um punhado de combatentes valorosos, é um pretexto mais que suficiente para aceitarmos o desafio.
Numa época em que todos os valores parecem vacilar, o verdadeiro privilégio será construir um futuro, no qual, os nossos filhos e netos, cientes dos valores que inspiraram os portugueses de quinhentos, saibam reagir à fúria igualitária que hoje ameaça o legado das nossas famílias. É dessa consciência, e dessa responsabilidade perante Portugal e a sua História, que nascem os princípios que orientam a nossa acção e definem a identidade da UDEN:
OS NOSSOS PILARES
1) INDEPENDÊNCIA CONFESSIONAL E POLÍTICA
2) ACEITAÇÃO EXCLUSIVA DE MERCÊS ATRIBUÍDAS PELO ESTADO ANTES DE 1910
3) EXIGÊNCIA DE PROVAS DOCUMENTAIS DE FILIAÇÃO
4) DEFESA DA CULTURA ARISTOCRÁTICA
5) PROMOÇÃO DO ESPÍRITO DE ENTREAJUDA ENTRE OS ASSOCIADOS

